Justiça confirma usucapião de imóvel urbano em Praia Grande mesmo com contestação do Estado 2026

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Mais uma boa notícia para quem acompanha o mercado de imóveis de posse no litoral paulista, especialmente em Praia Grande!

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve uma decisão que reconheceu o direito de usucapião de uma moradora da cidade, mesmo diante da contestação da Fazenda do Estado de São Paulo.

Entenda o caso

A autora entrou com uma ação de usucapião especial urbana, pedindo o reconhecimento da propriedade de um imóvel que ocupa há mais de 15 anos, de forma contínua, mansa e pacífica.

O Estado de São Paulo recorreu, alegando que o imóvel seria área pública e, portanto, não poderia ser adquirido por usucapião.

Por que o TJSP manteve a usucapião?

O tribunal analisou o recurso e considerou a prova técnica do caso:

👉 Uma perícia confirmou que o imóvel da autora não está dentro de área pública estadual.
👉 A informação foi baseada em documentos do 3º Cartório de Registro de Imóveis de Santos, que deixaram claro que não há sobreposição com terrenos do Estado.

Além disso, a Justiça destacou que:

  • ✅ A autora ocupa o imóvel de forma contínua, pacífica e com intenção de dono há mais de 15 anos, preenchendo os requisitos da usucapião urbana, conforme o Código Civil.
  • ✅ A ausência de sobreposição com área pública é um ponto chave, já que a lei não permite usucapião sobre terrenos pertencentes ao poder público.

Resultado final

  • Recurso do Estado negado.
  • Usucapião mantida.

Processo: Apelação Cível nº 0008501-26.2007.8.26.0477
Relator: Desembargador Vitor Frederico Kümpel
Órgão Julgador: 4ª Câmara de Direito Privado
Foro de Origem: Praia Grande – 2ª Vara Cível
Data do Julgamento: 08/02/2025


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Como entendemos cada situação imobiliária

O ponto de partida é sempre o mesmo: documentos, contexto e realidade. Sem promessa, sem atalho, sem empurrar decisão.

ETAPA 1

Levantamento Inicial

Coleta das informações essenciais: documentos disponíveis, histórico do imóvel, tempo de posse e problemas já existentes.

Entender meu caso
ETAPA 2

Análise Técnica

Leitura documental, avaliação de riscos, custos envolvidos e possibilidades reais dentro da lei.

Nem todo caso deve avançar.

ETAPA 3

Encaminhamento Jurídico

Ações judiciais ou medidas formais só são consideradas quando o cenário é consistente e justificável.

A decisão de seguir é sempre sua.


Fabio Mendes

Corretor de imóveis CRECI-SP 316186-F, formado em Negócios Imobiliários e criador do Empreitador, com atuação focada em análise de risco imobiliário, posse de imóvel e situações fora do padrão tradicional de mercado.

Escreve no Empreitador sobre moradia, regularização, conflitos possessórios e decisões judiciais aplicadas à realidade.

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Se fizer sentido, descreva sua situação abaixo. A análise é feita com critério e franqueza — inclusive quando a conclusão for que não vale avançar.

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