Como tirar um invasor de um imóvel: veja o que fazer de forma legal 2026

4 min de leitura

Você chegou no imóvel e viu que alguém entrou, mudou o cadeado, cercou, ou até começou a construir? Isso é mais comum do que parece — e dá uma raiva danada.

Mas antes de agir por conta própria, respira e vem entender o que dá pra fazer dentro da lei pra tirar um invasor do seu imóvel e retomar o que é seu.


O que é considerado invasão?

É quando alguém entra e permanece num imóvel sem autorização do dono ou de quem tem a posse legal. Pode ser um estranho, um parente que não quer sair, um inquilino que virou ocupante ou até grupo organizado (ocupações coletivas).


Posso tirar o invasor na marra?

⚠️ NÃO PODE. Por mais revoltante que seja, a lei brasileira proíbe o dono de fazer justiça com as próprias mãos.

Ou seja: nada de arrombar, agredir, cortar água/luz ou mandar capanga. Isso pode virar processo contra você (dano, ameaça, invasão de domicílio, etc.).

O caminho certo é pela justiça. E dá resultado, principalmente se você agir rápido.


Quais são as ações pra tirar um invasor?

Existem 3 ações principais que o advogado pode usar, dependendo da situação:

🔹 1. Reintegração de posse

Pra quem foi tirado à força do imóvel (ou impedido de entrar). Você era o possuidor e perdeu o controle do imóvel.

🔹 2. Manutenção de posse

Pra quando alguém tenta te incomodar ou ameaçar sua posse, mas você ainda tá no imóvel.

🔹 3. Interdito proibitório

Pra evitar que alguém invada. É tipo um aviso judicial: “não chegue perto, ou vai responder judicialmente”.


Quando posso entrar com reintegração de posse?

Pra entrar com essa ação, é preciso mostrar que:

  • 🧾 Você tem prova da posse ou propriedade (contrato, escritura, recibos, IPTU, etc.)
  • 📸 A invasão foi sem autorização
  • ⏱️ Você está buscando seus direitos logo após a invasão (quanto mais rápido, melhor)

A reintegração pode até ser concedida com liminar, ou seja, antes mesmo da outra parte ser ouvida, se tiver provas fortes.


Quanto tempo leva pra tirar o invasor?

Se for caso de liminar e tiver provas boas (escritura, fotos, testemunhas), o juiz pode dar decisão em dias ou semanas.

Mas se o invasor contestar ou alegar que mora lá há anos, o processo pode se arrastar. Por isso é importante agir rápido, pra não deixar o invasor alegar posse prolongada ou até tentar usucapião.


O que eu posso fazer agora?

  1. 📸 Junte provas: fotos, vídeos, conversas, documentos do imóvel;
  2. 🧾 Pegue a escritura, matrícula, contrato, carnê de IPTU — tudo que prove que o imóvel é seu ou você tem a posse legítima;
  3. 👨‍⚖️ Procure um advogado especializado pra entrar com a ação certa e pedir reintegração com urgência;
  4. Não tente resolver sozinho. Isso pode virar processo contra você.

E se o invasor disser que comprou ou tem contrato?

Se o invasor apresentar papel falso ou contrato de boca, o advogado vai analisar os documentos. Se for caso de golpe, é possível além da reintegração:

  • Pedir indenização por danos
  • Acionar criminalmente por estelionato ou falsidade
  • Bloquear venda ou transferência do imóvel, se tiver rolado fraude

E se for um parente que não quer sair?

É invasão do mesmo jeito. Mesmo sendo irmão, tio ou sogra, ninguém pode ficar num imóvel sem autorização do dono ou de quem mora legalmente. Nesse caso, a justiça também resolve com ação de reintegração ou despejo, dependendo da situação.


Dica final: tempo é tudo!

Quanto mais rápido você agir, mais fácil é resolver. Deixar o invasor ali por meses ou anos pode fortalecer a defesa dele. Em alguns casos, ele pode até tentar usucapião dizendo que “cuida do imóvel faz tempo”.


🚨 Tá com um invasor no seu imóvel? Não espera perder!

Um advogado pode entrar com pedido de reintegração, liminar e te ajudar a retomar o imóvel rápido e de forma segura.

⚠️ Não deixa pra amanhã. Cada dia que passa o invasor ganha mais força. Protege o que é seu com apoio legal.


Atenção: Isso aqui é informação, não consultoria. Cada caso tem seus detalhes. Se tiver dúvida, fale com advogado especializado em direito imobiliário.

Como entendemos cada situação imobiliária

O ponto de partida é sempre o mesmo: documentos, contexto e realidade. Sem promessa, sem atalho, sem empurrar decisão.

ETAPA 1

Levantamento Inicial

Coleta das informações essenciais: documentos disponíveis, histórico do imóvel, tempo de posse e problemas já existentes.

Entender meu caso
ETAPA 2

Análise Técnica

Leitura documental, avaliação de riscos, custos envolvidos e possibilidades reais dentro da lei.

Nem todo caso deve avançar.

ETAPA 3

Encaminhamento Jurídico

Ações judiciais ou medidas formais só são consideradas quando o cenário é consistente e justificável.

A decisão de seguir é sempre sua.


Fabio Mendes

Corretor de imóveis CRECI-SP 316186-F, formado em Negócios Imobiliários e criador do Empreitador, com atuação focada em análise de risco imobiliário, posse de imóvel e situações fora do padrão tradicional de mercado.

Escreve no Empreitador sobre moradia, regularização, conflitos possessórios e decisões judiciais aplicadas à realidade.

Artigos Relacionados


Quer contextualizar seu caso?

Se fizer sentido, descreva sua situação abaixo. A análise é feita com critério e franqueza — inclusive quando a conclusão for que não vale avançar.

As informações são usadas apenas para análise. Quando não houver caminho razoável, isso será dito com clareza.